sexta-feira, 29 de outubro de 2010

OS SETE MERGULHOS DE NAAMÃ- 4º mergulho‏

OS 7 MERGULHOS DE NAAMÃ
O QUARTO MERGULHO
RIR OU CHORAR?
UM velho conhecido terminou uma campanha de 21 dias... Jejum de Daniel... Comeu apenas legumes... Recebeu a promessa que se fizesse a campanha, antes mesmo do ciclo se fechar teria respostas positivas de Deus. Como se comer legumes movesse o coração de Deus, mais que a beneficência... Não sei se Isaias 58 foi abolido... Nem me recordo de Jesus ter instituído esse ritual sado-masoquista, faquiriano na vida cristã, como aval para recebimento de Graças e bênçãos temporais ou mesmo espirituais, as quais nele e por meio dele já temos acesso...
-Olha gente a minha morte de cruz, não tem muito efeito, por isso, façam jejuns periódicos se desejarem receber alguma coisa de meu Pai, como adiantamento das bênçãos que já são suas, mas que vocês só vão receber de fato se entrarem no céu! Em verdade, em verdade vos digo se não fizerem um Jejum de Daniel por ano, de maneira nenhuma entrarão no reino dos Céus. (Evangelho Segundo Tran - Bik, 1;71 de acordo com a Tradução do Miss. Eng Ano –V.Atualizada ).
Quem come não condene quem não come, nem julgue seu irmão por causa de comida ou bebida, porque o Reino de Deus não é comida nem bebida!
Naamã mergulha pela quarta vez, e nada!
NADA!
Aos nossos olhos NADA! Deus reservou aos que o amam e teme, coisas que nenhum olho viu, coisa que não subiram ao entendimento de homem algum, coisas que nenhuma mente humana pode conceber, coisa que não foram reveladas aos ouvidos de ninguém... Só Naamã sabe o que esta acontecendo em seu espírito humano... Só Naamã sabe o quanto sua alma esta sendo sacrificada e morta, quanto do seu “euzinho” esta sendo aniquilado neste quarto mergulho... Esta se conscientizando do quanto sua natureza leprosa é profunda, o quanto sua lepra esta enraizada em seu caráter!
Já não é mais uma questão de quantas vezes terá que mergulhar. Já pode mergulhar mais setenta vezes... Ou quem sabe setenta vezes sete... Naamã ultrapassou o limite do seu arrazoamento... Mergulhou quatro vezes, falta menos que a metade dos mergulhos propostos!
Certa vez,atravessa a pé as montanhas da Ilha de São Sebastião, no litoral Sul.Cheguei a um lugar alto, chamado Pico de Santo Antonio... Foi uma caminhada sem paradas para descanso, apenas subindo, subindo, cerca de seis horas, com uma mochila de vinte quilos nas costas... Creio que ela pesava uns cem ao chagar lá. Estava indo para uma praia chamada de Praia do Castelhano... Imaginava que haveriam outras montanhas para subir... Mas grande surpresa... Agora apenas desceria... Foram mais duas horas caminhando, até que cheguei a um grande rio de águas limpas, cristalinas, onde mergulhei e descansei por um bom tempo antes de continuar viagem. O rio estava lá... Era muito refrescante. Acreditem, quando estava no Pico de Santo Antonio, pensei em desistir, pensei em voltar para o centro da Ilha, para o lado continental e procurar um barco que me levasse ao outro lado, porém o caminho mais difícil já havia sido feito e vencido. O rio refrescante estava lá, no final da jornada, quase próximo da praia, a ser alcançada, havia um lugar de refrigério. Semana após semana, durante seis meses, fiz esse trajeto, com chuva ou com sol. Eu e DEUS, muitas vezes num silencio absoluto, outras vezes em lágrimas, outras vezes riamos muito... Outras vezes ele assistiu e ouviu minha indignação, mas sempre em todas as ocasiões, o seu rio de água cristalina estava lá, me esperando. Por essa razão eu não me importava mais quantas vezes teria que subir e descer montanhas naquele caminho duas vezes por semana, oito vezes por mês! Só ELE sabia o que estava fazendo em mim. Só ELE conhecia a necessidade do milagre que eu necessitava naqueles dias, e quanto àquelas jornadas ao outro lado da ilha, me fariam crescer, na comunhão com ELE.
Já não importa mais a Naamã, se a lepra está ou não no corpo, no exterior, é o interior que está sendo renovado, é o interior que está sendo tratado, plenificado em VIDA! Não é mais o Jordão o lugar dos mergulhos, antes é a dimensão de si mesmo, do seu interior, é lá dentro de si mesmo que precisa buscar suas respostas. Já não é mais um sacrifício mergulhar é um prazer.
Certa vez um casal me confidenciou não mais terem prazer no casamento, mas que permaneceriam juntos por terem jurado isso no “altar”. Estavam casados há quinze anos e essa situação de desprazer já se arrastava cerca de cinco ou mais. Então disse a eles que eram dois “adúlteros cínicos”.  Permaneciam juntos em função de um juramento, e eram incapazes de permanecer juntos em função do amor que os moveu a um SIM, diante de suas próprias consciências antes de ser um SIM diante de Deus e diante um do outro. Trairam-se a si mesmos, antes de viverem a traição interpessoal, E POR ISSO NUNCA PODERIAM SER FIÉIS UM AO OUTRO. SE por certo buscassem as respostas ao esfriamento da relação dentro de si mesma, salvariam seu casamento. Mergulhem primeiramente na própria autenticidade dos seus sentimentos, digam a si mesmos, com honestidade e retidão o que sentiam pelo outro, admitam suas emoções tal qual elas são, sejam retos e íntegros, considerem que o altar diante do qual juraram primeiro foi a própria consciência humana, se ela estiver cauterizada pelo egoísmo, pela mentira, pela falsidade de propósitos, pelos devaneios inconseqüentes da auto-realização meramente humana, nenhum outro juramento terá valor algum, nem mesmo diante de Deus, que sabia dos seus reais sentimentos mesmo antes que eles se transformassem em palavras em vossas bocas, um mentindo para o outro, num atrevimento prepotente diante daquilo que vocês chamaram de “altar” num momento que denominaram “casamento”. Já estavam casados com a mentira em vossos corações, em vossas almas, e se atreveram a forjar uma cena sob juramento diante dos homens, esquecendo – se da onisciência de Deus. Mentiram um ao outro, e continuam mentindo por terem mentido a si mesmos, e perderam o temor, mentindo também diante de Deus. Voltem à razão do “sim” que disseram a si mesmos; - aquele momento do:
- “esta (e) afinal! Os ossos dos meus ossos, a carne da minha carne”.
É TUDO UMA QUESTÃO DE MERGULHOS. MERGULHOS NA VERDADE!
Mergulhos no propósito de DEUS. Incansavelmente mergulhar até que toda a razão humana se veja imersa na dimensão do Espírito, onde encontraremos a RAZÃO DE SER.
Naamã já não se importa mais que o vejam leproso, nem que imaginem suas frustrações por ainda não ter alcançado sua cura, visível aos homens. Naamã sabe o que esta acontecendo com ele. Sua glória humana se foi!  Sua auto–confiabilidade está sendo levada pelas águas do Jordão! Seu orgulho esta sendo lavado pelo ridículo momento em que sua nudez exposta mostra apenas um leproso desesperado, um cego confiando nas palavras loucas e direcionais de um profeta que nem sequer se deu ao luxo de se mostrar a ele, o miserável general de toda Síria, que ali parecia menos que um soldadinho de recados, divertindo em risinhos furtivos e cínicos a criadagem que o acompanhava.
Agora ele sabe que se preciso for, mergulhará mais ainda. NÃO É O RITUAL, É A VERDADE DE SI MESMO QUE BUSCA! A LIBERDADE REAL E A LIBERTAÇÃO VERDADEIRA, ONDE OS GRILHÕES DA SUA INIQUIDADE SERÃO ROMPIDOS. Vai conhecer o Deus que está junto aos abatidos e humildes em espírito, que vê nossas enfermidades e nos cura, não pelas multidões dos nossos sacrifícios, mas por sua infinita MISERICÓRIDA! Vai tomar consciência que não merece a cura, mas a GRAÇA lhe proverá.
AMÉM.
Que maravilha! Não acredito que estou nas águas do Jordão com Naamã nesta manhã de sol, em pleno final de inverno! O casal mencionado acima, encontrou o caminho da regeneração de suas vidas individualmente e na unidade conjugal, não mais por força de um juramento, mas por força de um AMOR maior que os atraiu e uniu de forma indivisível. O irmão do “jejum de Daniel” descobriu a verdade da Graça, e a genuinidade da vida Cristã, mergulhando na realidade de seus propósitos com DEUS, e refletindo Isaias 58, e Mateus. 5, 6 e 7.
Eu vou continuar mergulhando. Preciso ir um pouco mais dentro do rio, até que as águas me cubram. Mergulhar um pouco mais nas águas profundas!
Abraços...
Fiquem em Paz! Orem por mim, por minha esposa, por meus filhos.
Escrevam-me! Podem brigar comigo se desejarem!
Jcarlosflor.

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