Os 7 MERGULHOS DE NAAMÃ
Uma reflexão muito pessoal.
INTRODUÇÃO
Talvez muitos de nós cristãos desse século, ou desse milênio tão progressivo, não tenhamos idéia do que seja a lepra. Nem tão pouco conheçamos a maneira como ela era tratada na antiguidade. Nos tempos antigos, tudo que não podia ser explicado e entendido, caia automaticamente no âmbito espiritual. Era atribuída a força de um demônio ou a força de um pecado.
Por exemplo, a esterilidade masculina ou feminina, nunca era atribuída a distúrbios físicos, mas sempre a uma condição pecaminosa, uma maldição de Deus sobre o casal, ou sobre a mulher. Era uma vergonha. A mulher que não podia gerar era humilhada, sobretudo se na sociedade em que vivia a mulher era vista como procriadora. O que na maioria das vezes ocorria.
Ainda que por trás de todas as situações de enfermidades pudessem compreender uma ação demoníaca, ou espiritual, juntava-se a tudo isso um numero muito grande de crendices e superstições populares, frutos da ignorância.
E consideremos que a ignorância é pior que o próprio demônio, uma vez que é ausência total de sabedoria e de Luz. Assunto para outra ocasião.
Dada a sua ação cruel e avassaladora contra o homem, a lepra recebeu nos tempos antigos um tratamento também bastante cruel, baseado mais no isolamento como medida profilática para preservação dos não contaminados. Havia muito mais preocupação com os não contaminados que com os que estavam acometidos da doença.
Preste bastante atenção nesse fato, pois o Senhor Jesus disse que ‘são os doentes que necessitam de médico, e não os sãos’.
Agora, interessante é que, se julgavam ser a lepra resultante do pecado, também tinham consciência da própria condição pecaminosa, pois isolar o leproso era uma garantia de não serem contaminados dadas as suas próprias condições de vulnerabilidade! E se era o pecado à força da lepra, então todos tinham consciência de serem potencialmente leprosos!
“Não há um justo, nem um sequer”.
Ninguém tem medo daquilo que não pode atingi-lo. Ninguém se assusta diante de um inimigo ao qual não se está vulnerável. E ninguém deve subestimar as forças do que não conhece, também é verdade. Presumir é arriscar-se, arriscar-se é correr perigo e correr perigo não é bom, pois quanto mais nos arriscamos maiores erros cometemos.
Assim a lepra assustava, intimidava, incomodava, desafiava a razão, o amor humano, a espiritualidade.
Ser leproso era com certeza a exclusão da sociedade, da família, da convivência religiosa.
Os leprosários eram lugares terríveis. A humilhação dos leprosos, era muito grande. Imaginem você precisar vir ao convívio social tocando sininhos e gritando: - “Leproso! Leproso”! , ou seja; “imundo! Imundo!”.
Com o único propósito de que as pessoas se afastassem de você para não correrem o risco de serem contaminadas?
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É a filosofia humana, da “banana podre”.
(Mas uma pessoa humana, não é uma banana, nem uma laranja?)
Quem é uma pessoa humana?
Que diz Deus sobre os seres humanos?
É muito bonito ir à frente dos irmãos e dizer que os homens são a imagem e semelhança de Deus!
Jesus revela-nos que por todo o Evangelho que o homem é o objeto do Amor de Deus, do Amor do Pai. É por causa do amor ao homem que ele veio a este mundo, na forma de homem e se deixou morrer. Porém a compreensão real dessa verdade, não pode ser transformada num mero discurso, nem mesmo em capítulos e artigos de um estatuto organizacional. É algo pratico. Algo que necessita ser visto e expresso de forma concreta.
Jesus tinha uma maneira muito objetiva de mostrar esse amor; fazia seus milagres, multiplicava o pão, promovia pescarias abundantes; curava os enfermos, ressuscitava morto, exercia misericórdia como no caso de Zaqueu, da mulher adultera, dos dez leprosos. Comia com publicanos, e com fariseus; lavava os pés dos seus discípulos, dava exemplo de vida.
Seu discurso era sempre inclusivo até mesmo para com os inimigos, a quem ordenava não só perdoarmos, mas também amarmos. E amar é verbo. É ação!
Tudo isso por ter do ser humano a visão correta. A visão do Pai. Jesus tinha do homem a visão do Pai. Seria mais ou menos como dizer:
-Jesus não vê como vê o homem! O homem vê apenas a aparência. Jesus vê o coração!
Foi algo assim, no caso da escolha de Davi. Vocês se lembram?
Pois é. O que há no intimo do ser humano, só mesmo Deus, pode saber e sondar. I Cor. 2; 8 -11
É até por isso mesmo que somos desafiados a não julgar, e não julgar pelas aparências, Mt. 7;1-5 e Jo.7; 24.
Havia um costume nos dias da lei, que se o individuo acometido de lepra, viesse se apresentar ao sacerdote para diagnosticar o mal, por ter vindo diante do sacerdote ele era declarado limpo, mas se ele escondesse sua lepra e fosse encontrado doente, seria declarado imundo.
Imagine você encontrar-se com um leproso declarado limpo e classifica-lo como imundo?
A observância da Lei em Lv. 13 e 14 com relação à lepra é algo que precisa ser revisto para que não se tomem medidas erradas na Igreja com relação aos pecados dos nossos irmãos e nossos também.
Mt. 7;12 = Façam aos outros o que querem que eles façam para vocês...
Ora, tratar os leprosos segundo as orientações da Lei, era uma medida profilática, nos tempos em que se desconhecia qualquer tratamento para a lepra, tanto quanto sua cura. E todos concordam que hoje, havendo cura para a Lepra, não nos cabe mais agirmos como determinava a lei de Moises, com relação à lepra.
Imaginem um irmão de sua convivência, de seu relacionamento se manifesta leproso. Quando você descobre isso vai correndo ter com seu irmão, por que essa é a Palavra:
- “Se vires o teu irmão com alguma lepra, vai tu a ele e o convence de seu mal, se o teu irmão te ouvir, ganhaste o teu irmão”.
Ai você chega ao irmão, com luva de borracha, toca na cabeça, mascará no nariz, e vai logo dizendo:
- Escuta aqui o leproso! Fica longe da minha mulher, dos meus filhos, das crianças da Igreja, senta naquele banco separado lá na frente pra todo mundo ver que você é leproso, e tem mais não participa da Ceia até que você seja curado dessa lepra. Ta me ouvindo!
Ou chega um leproso pra ser batizado:
- Sabe o que é pra ser batizado você precisa estar sadio! Você tem que estar liberto dessa lepra!
É isso que ele ouve.
O leproso vem andando pelo corredor do templo, na hora da oferta, e com o envelope do Dizimo nas mãos, e mais o envelope da oferta...
O leproso vem capengando pelo corredor do templo, na hora da oferta com o envelope do Dízimo nas mãos, e mais o envelope da oferta, e todos vêem e todos sabem que o dizimo dele é, O DIZIMO... A oferta então? Huhuuuu, nem se fale!
O leproso coloca ali sua oferta, entrega seu dízimo, todos oram , abençoam o dízimo do leproso, a oferta do leproso... Mas ele continua leproso...
Por que todos aceitam o dízimo do leproso, e não aceitam o leproso?
Com essa introdução gostaria que todos pensassem nos leprosos que se achegam e são repudiados.
Hoje mesmo uma mãe de um colega do meu filho, no pré , disse aminha esposa que não quer ser batizada porque o pastor disse a ela que se for batizada e não freqüentar a igreja direitinho, sete demônios virão contra ela.........
MEU DEUS! O que estão fazendo com suas ovelhas?
E o pior, é o que essa moça vai enfrentar no sistema religioso! Sabem o nome dela é Jezabel. Eu disse a minha esposa... Ela será sempre Estigmatizada pela maldição. Aos olhos religiosos será sempre possessa, possuída, endemoninhada...
Lepra é lepra, irmãos... e qual lepra será a pior? A externa, na pele, na superfície ou a da alma, do interior... Aquela que está oculta aos olhos humanos?
A lepra do preconceito! A Lepra da indiferença!A lepra dos juízos?
A gente continua. Caso você tenha alguma coisa a dizer, fale não se omita!
Você sabe que pode responder. A esse e-mail, com toda liberdade.
Esses dias um jovem, lá dos EUA escreveu-me dizendo que não ia perder tempo comigo... Respondi a ele, que realmente eu era só um brother véio, cuja mente estava cansada, cuja alma estava enfadada, mas cujo espírito, estava tão atento a ponto de reconhecer nele um Antipas, (Ap.2; 13), e que eu lhe pedia perdão, mas que éramos irmãos, e que o amor que nos unia era muito maior que as opiniões que nos faziam divergir.
Essa é a realidade espiritual que nos move.
Somos irmãos e o amor que nos une, é maior que aquilo que pensamos;
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