GENTE QUE LOUCURA A RAZÃO HUMANA?
AI o irmão chega e diz:
Naamã estava na verdade comparando os rios. Ele acreditava que haviam rios mais limpos em Damasco, o Abana e o Farfar, por exemplo. É mais ou menos assim:- Se posso mergulhar no São Francisco, porque vou mergulhar no Tietê?
É razão, querido! Não sei se vocês também olharam esses aspectos, de acharem que Naamã acreditava na cura, mas não no Jordão. Ali não, ali não seria possível, tem águas melhores, tem rios melhores, menos poluídos, por ai.
Oxê!
É a palavra do profeta ou a qualidade da água? É a obediência a orientação do profeta, ou é o lugar do rio? É a direção do Espírito ou são os seus preconceitos e sua capacidade de aceitação e compreensão?
É do jeito que você quer, ou do jeito que Deus determinou pelos séculos dos séculos?
Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu único filho, para que todo aquele que nele crê tenha a vida eterna, João 3; 16
ou
Deus amou o mundo de tal maneira que estabeleceu homens para que estabeleçam regras para que todos aqueles que os obedeçam tenham a vida eterna?
“O cetro permanecerá em Judá, até que venha Siló” –.
Naamã, está armado, com o que crê, com sua fama, com seu orgulho, com seu poder financeiro, com o fato de ser ele o conquistador, com sua religiosidade, com sua auto-valorização, conceitos e preconceitos falam mais alto em sua alma...
- Esse profeta de Deus, morando em tenda! Mal educado, nem veio aqui, pra ver quem sou eu... Ainda me manda tomar banho no Jordão! Estou aqui com dinheiro suficiente para ele construir uma casa digna... Vestir roupas limpas e caras! Tenho ate alguns camelos aqui para ele... Mas ele nem sabe quem sou eu... Ainda me manda tomar banho sete vezes no Jordão! Ah, isso é uma grande besteira, perdi meu tempo! O homem não vai nem dar uns pulos, gritar, dançar, pular, sapatear, agitar as mãos, invocar seu Deus! Só quer que eu vá tomar banho no Jordão? Logo no Jordão? Logo ali?
O patriotismo de Naamã considerava a Síria melhor que a Samaria!
Minha nação é melhor que essa!
Meu Grupo é melhor que esse!
Nosso estatuto é melhor, muito mais bem elaborado!
Nossos ministros são doutores, médicos, engenheiros, professores, advogados, universitários!
Nossos pastores, são homens estudados, 3 anos de Teologia! E ainda doutorado!
(não confundam treinamento com unção, nem dispensem o treinamento em função da unção, nem desprezem a UNÇÃO em função do treinamento!).
Nossa doutrina é mais rígida, ou mais ligth!
Nossa! Nossa!
Nossos rios são mais limpos! (Nossos bosques têm mais flores).
A palavra, lá na nossa congregação é mais forte a oração também...
Como a razão de Naamã é tão comum! Tão previsível!
Então, outro vem e diz que eu estou revoltado!
Revoltado com que?
Somos todos tão leprosos como Naamã!
Concebidos em pecado, gerados em iniqüidade!
OS AMIGOS DE NAAMÃ.
MERGULHAR SETE VEZES NO JORDÃO É UMA COISA SIMPLES!
Não. Não é tão simples assim para O Grande General de toda Síria.
Ter de reconhecer que o profeta hebreu, esta com a Verdade!
Como é difícil reconhecer a Palavra da Verdade quando se olha um homem, quando se olha sua nacionalidade, quando se olha sua condição econômica, quando se olha sua condição cultural!
- Vocês vão acreditar nesse ‘baiano’?
- esse cara é semi-analfabeto!
-Vem alguma coisa que preste de Nazaré?
Quão difícil é o primeiro mergulho na verdade!
Naamã é um homem estratégico, homem de guerra... Mas Naamã comete um grande erro, no combate contra o seu mal;
-“pensava consigo mesmo?” Segundo Livro de Reis. 5;11( capitulo cinco verso onze)
Quem fica arrazoando consigo mesmo, acaba só ouvindo sua própria razão.
É na multidão dos conselheiros que se encontra a Sabedoria.
Os amigos de Naamã, os seus criados, ou seus servos, que o acompanhavam nessa jornada, o incentivaram, não por crer que o profeta dizia o que era certo, antes por ser uma coisa simples... Lavar-se sete vezes no Jordão! Algo tão bobo!
Naamã consente com o ato.
Despe - se diante dos seus companheiros, e empreende o primeiro mergulho.
SUA lepra agora é visível... Acredita que sua fraqueza também...
- Eu o grande General, de toda Síria, exposto ao ridículo, por ordem de um profeta Hebreu, mergulhando no rio Jordão, pra ser curado de minha lepra.
Não há esperança nenhuma de cura, mas o general cumpre a ordem. Foi um grande esforço pra um mergulho tão rápido, e podem acreditar muito raso.
É preciso sair da água e ver o resultado!
Que decepção! Nenhum sinal de cura! Nenhum sinal de mudanças, nenhuma transformação... ou apenas uma... a primeira, a disposição para obedecer...
O grande General vence seus preconceitos, contra o profeta, contra as águas do Jordão em comparação com as águas do Abano e do Farfar.
Alguns anos atrás, um pastor conhecido meu recebeu uma grande quantia em dinheiro. Como sua organização era a primeira na ponta hierárquica, sua esposa sentiu-se incomodada com a questão do dízimo:
-dizimar aquela fortuna no próprio ministério, era como gerenciar o que Deus deveria gerenciar!
-sentia-se, contou-me, como estivesse dizendo a Deus: -‘ é desse jeito que eu quero que o Senhor aplique o seu dinheiro... (que eu estou te dando)!
Os primeiros dias foram de perder o sono, até que passando por uma rua estreita, sem calçamento, num bairro bem pobre, na periferia da cidade, ouviu uma oração, vinha de um pequeno salão de reuniões. Dirigiu-se até a porta e lá dentro, viu um homem orando com o rosto em terra, ao lado de uma mulher cuja oração era só as lágrimas.
A oração falava em entregar o salão a imobiliária, quitar contas de energia elétrica, suprir as necessidades de irmãos desempregados e as próprias.
Pela oração daquele casal, sabia exatamente porque havia entrado ali.
Quando falou ao seu marido, o pastor, o que havia acontecido, ele concordou em ir até o local e ver o que ‘sentia’.
Ao ver o salão, pelo lado de fora, disse a esposa:
- Ah, deve ser um desses trambiqueiros que pensa que vai fazer a vida com a pregação do Evangelho, e ai acaba nisso, nessas portinhas, cheios de dívidas e sem eira nem beira! Eu não vou deixar o ‘meu dízimo aqui não’!
Conta ela que quando iam voltando para dentro do carro, ouviram a porta de aço do salão se abrir, e um homem surgiu atrás dela, do lado de dentro do salão. Seu marido, o rico pastor, ficou parado olhando aquele homem... E as lágrimas lhe desceram pela face. Correu e abraçou aquele ancião com toda força, chorando e pedindo perdão a Deus!
Depois explicou a sua esposa, que aquele pastor, era o homem que pregou e orou por ele na rua muitos anos atrás, e mostrou-lhe o caminho da salvação, por onde entrou.
Como Naamã, lutou para reconhecer o que estava proposto nas águas do Jordão, este jovem e rico pastor, julgou mal as águas em que estava mergulhado! Curar-se da condenação da alma, exige curar-se de preconceitos terríveis que norteiam nossa religiosidade, nossa ambição, orgulho e segurança nos falsos poderes:
-Nosso emprego
-nossa cultura
-nossa formação
-nosso nome
-nossa pátria
-nossos amigos
-nossas posses
-nosso dinheiro
-nossa denominação que tem ‘centos anos’
-nossa ideologia
-nossa santidade
-nosso carro
-nosso ‘eu’
-nossa grande fé
Como esse mergulho se torna difícil! Vejam esse pastor, rico, porém preconceituoso. Triste lepra o devorava, tanto quando sua vida promiscua antes de encontrar-se com o Senhor Jesus.
Não tinha na verdade dado ainda nem o primeiro mergulho na sua cura plena! E já se exibia como curado e limpo. E na verdade entre a fala do profeta e o primeiro mergulho em seu arrependimento, muitos anos se passaram, seu preconceito, sua dureza, sua incredulidade, sua predisposição para julgar era ainda maior que a de Naamã.
Queridos irmãos, zelo para não ser irônico, nem ser rude, mas estou falando a homens e mulheres maduros. Não se enganem com a religiosidade, não se enganem com manifestações emocionais, não se enganem com conceitos humanos por mais justos, e santos que eles pareçam ser... Quando vejo a luta de Naamã, posso compreendê-lo, uma vez que ele não conhecia a Deus, assim sua natureza humana era resistente a qualquer manifestação. Era um homem de guerra, acostumando a ver a morte diante dos olhos, e morrer como herói era como imortalizar-se, nessas culturas antigas, isso fazia com que a vida humana tivesse pouco valor de forma geral, matar escravizar seu semelhante era sinal de força e poder... Isso numa civilização de muitos deuses e nenhum DEUS.
Mas, nós! A nós não nos é dado essa desculpa. Ainda que nossa natureza humana não seja diferente a de Naamã, temos o conhecimento de Cristo. Temos já revelação do grande amor de Deus em Cristo Jesus!
Resistir ao outro, em nome de conceitos religiosos, culturais, morais, sociais, econômicos, étnicos, é sinal de não termos dado ainda o primeiro mergulho no Rio da Vida!
Oremos a Deus, para que nossos conceitos e preconceitos sejam vencidos pelo AMOR, aquele AMOR que se deixa consumir mesmo sabendo-se menos amado.
Abraços!
Queridos, não julguem nada até que tenhamos chegado ao 7º. MERGULHO!
abraços,
fiquem na Paz.
Se voce estiver recebendo essa mensagem pela primeira vez, e desejar as anteriores, basta nos solicitar.
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